Governo aumenta Bolsa Família em 15,04% a 17 dias do primeiro turno

Decisão de elevar o piso para R$691 enfrenta questionamentos no TSE e pedido de suspensão no TCU; Executivo diz que vai remanejar cerca de R$28,5 bilhões para custear o reajuste.

18 de setembro, 16:16

O governo publicou o decreto na quinta-feira, 17 de setembro, elevando o piso do Bolsa Família de R$600 para R$691, com pagamentos previstos para começar em 19 de outubro.

Publicidade · Cloudways
Hospede na Cloudways com desconto de 30% por 3 meses
Cupom: CODEBR30X3

Uma ação procedural no TSE movida pelo deputado Zé Trovão foi rejeitada pelo ministro André Mendonça. Outro caso no TSE apresentado pelo candidato Renan Santos foi distribuído a Mendonça. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a suspensão do decreto sob o argumento de ausência de dotação orçamentária prévia.

Técnicos do governo calculam que a medida terá custo de cerca de R$5,8 bilhões em 2026 e R$22,7 bilhões em 2027, totalizando aproximadamente R$28,5 bilhões, e afirmam que vão remanejar dotações e usar espaço fiscal gerado pela redução do passivo do INSS para cobrir o impacto.

A Advocacia‑Geral da União e a Presidência defendem que o aumento é uma recomposição inflacionária prevista na lei de 2023 que recriou o Bolsa Família, e que não amplia o universo de beneficiários nem cria novos programas.

Críticos classificam o timing como populismo eleitoral e comparam a medida a aumentos controversos de 2022, enquanto milhões de famílias de baixa renda terão, a partir de outubro, aumento real no valor mensal do benefício.

Resumo produzido a partir de 10 fontes em 7 veículos · Powered by Anchooor
Publicidade · Cloudways
Hospede na Cloudways com desconto de 30% por 3 meses
Ver oferta