Força Aérea dos EUA diz precisar de 1.509 caças até 2035
Decisões do Congresso sobre verbas vão definir se a indústria consegue entregar os aviões — Pentágono e Lockheed anunciaram acordo‑quadro para ao menos 850 F‑35 em 10 anos.
A Força Aérea dos Estados Unidos enviou ao Congresso em 16 de outubro um relatório com meta de 1.509 caças com codificação de combate (combat‑coded) até 2035, e projeta que cerca de 40% da frota serão F‑35.
Em 22 de outubro o Pentágono e a Lockheed Martin anunciaram um acordo‑quadro prevendo pelo menos 850 F‑35 ao longo de 10 anos. A Lockheed se comprometeu a aportar US$7 bilhões e a manter uma taxa de produção de 156 aeronaves por ano, sujeita à aprovação do Congresso.
O pedido orçamentário para o ano fiscal de 2027 financia 38 F‑35 e 24 F‑15EX e conta com US$2,34 bilhões em reconciliação para pagar 14 F‑35 adicionais. Autoridades dizem que, se esse financiamento não sair, compras podem ser empurradas para 2028 ou será necessário cortar aquisições em outras áreas.
A Força Aérea usa uma métrica chamada Combat Coded Total Aircraft Inventory (CC TAI), que inclui reservas de backup e para reposição por desgaste, argumento que, segundo o serviço, mostra melhor a capacidade em tempo de guerra do que o Primary Mission Aircraft Inventory (PMAI) usado pelo Congresso.
Os principais riscos para atingir a meta de 2035 são: autorização do Congresso para compras plurianuais; capacidade da Lockheed e da Boeing de aumentar a produção no ritmo previsto; atrasos em upgrades e peças do F‑35 que têm afetado a prontidão; e os planos da Força Aérea para novas plataformas, como o Boeing F‑47, 500 aeronaves não tripuladas Collaborative Combat Aircraft até 2032 e uma possível recapitalização de F‑16G na década de 2030.