FBI atribui a ataque que tirou US$6,3 bilhões da Binance a grupo ligado à Coreia do Norte
Autoridades dizem que os invasores — identificados como TraderTraitor — converteram fundos em Ethereum e usam DeFi para mover os recursos; cerca de US$2,7–3 bilhões foram localizados ou congelados.
O ataque aconteceu na quinta-feira, 29 de outubro, e moveu entre US$6,3 bilhões e US$6,36 bilhões de carteiras quentes da Binance em cerca de 20 minutos, em aproximadamente 10 blockchains.
O FBI atribuiu publicamente a ação a uma unidade ligada à Coreia do Norte chamada TraderTraitor e divulgou endereços de carteiras para que exchanges e empresas de análise bloqueiem os fundos.
Analistas de blockchain rastrearam transferências rápidas entre cadeias e disseram que os atacantes começaram a converter grandes quantias em Ethereum para usar serviços de finanças descentralizadas (DeFi) e troca instantânea no processo de lavagem.
Intervenções do setor e emissores de tokens localizaram ou congelaram cerca de US$2,7–3 bilhões dos ativos roubados, e a Binance afirma ter recompletado cerca de 90–95% dos tokens afetados com reservas da própria empresa.
Investigadores afirmam que a violação envolveu um compromisso complexo dos processos de assinatura e de carteiras quentes, com indícios de intrusão direcionada e pré-planejada, e alertam que rastrear e recuperar os fundos pode levar meses.