FBI associa roubo de US$6,3 bilhões na Binance a grupo ligado à Coreia do Norte
A identificação pública aumenta a pressão diplomática sobre bilhões rastreados por complexas rotas de lavagem.
O ataque ocorreu na quinta‑feira, 29 de outubro, quando invasores driblaram a segurança de um laptop de engenheiro e exploraram processos de assinatura de carteiras, drenando cerca de US$6,3 bilhões de hot wallets da Binance em aproximadamente 20 minutos.
O FBI publicou um alerta em 31 de outubro que atribui a ação à operação TraderTraitor, vinculada à Coreia do Norte, e pediu que exchanges e provedores de infraestrutura bloqueiem transações relacionadas aos endereços de carteira identificados.
Analistas privados de blockchain rastrearam os fluxos por cerca de 12.000 carteiras e mais de 40.000 transações em 11 blockchains, e informam que cerca de US$2,85 bilhões foram congelados ou apreendidos, enquanto aproximadamente US$3,24 bilhões permanecem em endereços ligados ao caso.
Segundo investigadores, os atacantes converteram rapidamente stablecoins em ether (Ethereum), usaram pontes entre cadeias (cross‑chain bridges) e muitos endereços pequenos para ofuscar os recursos. Parte do produto entrou em mixers e a lavagem continua.
A Binance usou reservas da empresa e fundos de emergência para recompor cerca de 95%–98% dos saldos dos usuários afetados e vem restabelecendo saques de forma progressiva — ação que limita o dano direto a clientes, mas deixa impactos mais amplos no mercado e consequências diplomáticas.