FBI aponta que unidade ligada à Coreia do Norte furtou US$6,3 bilhões da Binance

A atribuição pública elevou a tensão diplomática e motivou ação coordenada de empresas e autoridades para bloquear, rastrear e recuperar os fundos.

Hoje, 07:31

O furto, ocorrido na quinta-feira, 29 de outubro, drenou cerca de US$6,3–6,43 bilhões das hot wallets da Binance em múltiplas blockchains em cerca de 20 minutos e forçou a corretora a suspender saques.

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O FBI, em 31 de outubro, atribuiu publicamente o ataque ao TraderTraitor, uma unidade de hackers ligada à Coreia do Norte, e pediu que exchanges e operadores de blockchain bloqueassem transações provenientes de endereços de carteiras identificados.

Pyongyang negou a acusação: Kim Yo Jong e a mídia estatal qualificaram a atribuição do FBI como “retórica absurda” e uma provocação política, elevando a tensão diplomática com Washington.

Investigadores em blockchain dizem que cerca de US$2,85 bilhões foram congelados ou apreendidos por emissores e autoridades, enquanto aproximadamente US$3,24 bilhões permanecem em carteiras vinculadas e passam por lavagem complexa via milhares de endereços, pontes cross-chain e swaps DeFi.

A Binance afirma que cobriu a maior parte das perdas dos clientes com reservas da própria empresa, retomou saques de forma faseada, e que investigadores alertam: recuperar e comprovar o controle final sobre cripto lavada levará meses e exigirá perícia off-chain e cooperação internacional.

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