Fake sobre Nossa Senhora leva candidatos a exibir imagem da padroeira e amplia racha no STF
Boato viral fez campanhas adotarem simbolismo católico, indicando que desinformação religiosa muda mensagens eleitorais e disputa jurídica.
Uma publicação nas redes sociais do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro (perfil “Dilma Bolada”) desencadeou uma onda rápida de boatos de que Flávio Bolsonaro defendia retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil.
O boato se espalhou e saiu das conversas online para os palanques: tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Flávio Bolsonaro passaram a exibir publicamente imagens da santa para tranquilizar eleitores católicos.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou formalmente ter criado ou ajudado a espalhar a afirmação, e a equipe de Flávio apresentou monitoramento de redes sociais à Justiça Eleitoral apontando a publicação original.
Um coordenador da Secom republicou brevemente material que incentivava o compartilhamento da inverdade e depois o excluiu; Flávio Bolsonaro pediu a prisão preventiva desse servidor e o caso acabou sendo levado rumo a uma análise pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, sem data definida.
O episódio acirrou divisões já existentes dentro do STF, levou as estratégias de campanha a enfatizarem a religião no contato com o eleitorado e aumentou o risco de que desinformação religiosa influencie a participação e as escolhas dos eleitores no primeiro turno.