FAA começa uso limitado de sistema de IA SMART em aeroportos de Washington
Plataforma prevê congestionamento e sugere rotas ou mudanças de horários para reduzir atrasos e consumo de combustível; controladores mantêm decisão final
A Federal Aviation Administration (FAA) iniciou nesta segunda-feira um uso limitado do Strategic Management of Airspace, Routes and Trajectories (SMART) nos aeroportos Reagan National, Dulles e BWI. O que começou é um piloto suave de cerca de 90 dias, gerenciado a partir do centro de comando da FAA em Warrenton.
O SMART é uma plataforma de apoio à decisão com inteligência artificial desenvolvida pela Air Space Intelligence sob um contrato de aproximadamente US$ 875 milhões ao longo de 12 anos. O sistema centraliza cerca de 200 fluxos de dados — incluindo cronogramas, condições meteorológicas e capacidade dos aeroportos — para prever congestionamentos antes das partidas.
A FAA e o Department of Transportation (DOT) afirmam que a ferramenta apenas faz recomendações sobre rotas e escalonamento e não substitui os controladores, que continuam responsáveis pela separação das aeronaves e pelas decisões finais.
A National Air Traffic Controllers Association (NATCA) diz que não participou do desenho nem dos testes do SMART e levantou preocupações operacionais e de segurança. Companhias aéreas e alguns grupos do setor, por sua vez, manifestaram apoio qualificado.
O início do uso do sistema coincidiu com uma interrupção de fibra óptica no Nordeste dos Estados Unidos que paralisou voos; autoridades do DOT citaram esse episódio como prova da necessidade de modernizar comunicações, redundância e cibersegurança no sistema de tráfego aéreo.