F1 dividida por coletes refrigerados após FIA classificar Singapura como risco de calor
Pilotos discordam sobre proibir ou adotar o equipamento; equipes reclamam de falhas e a FIA autorizou ajudas para desenvolvimento.
A FIA declarou a etapa de Singapura um risco de calor na quinta‑feira, permitindo que as equipes instalem coletes refrigerados por líquido ou que os pilotos optem por não usá‑los e carreguem um lastro de 0,5 kg para manter a paridade de peso no grid.
Os pilotos estão divididos. Max Verstappen e Isack Hadjar pediram publicamente a proibição dos coletes, e George Russell defendeu um esforço coletivo para tornar os sistemas funcionais. Russell afirmou que os usaria regularmente se fossem confiáveis.
Equipes apontam falhas práticas e desconforto nos modelos atuais: o líquido bombeado costuma perder eficácia após cerca de 20 a 40 minutos, as mangueiras invadem cockpits apertados e bombas ou tubulações já apresentaram avarias em treinos e sessões.
A FIA ofereceu auxílios direcionados ao desenvolvimento — relatados como cerca de US$ 50.000 para provar um sistema que dure a corrida toda e mais US$ 75.000 para resolver problemas de conforto —, mas as prioridades estão divididas entre os times. A Williams foi citada como tendo uma unidade eficaz, e a Mercedes optou por priorizar atualizações do carro em vez do desenvolvimento do colete.
O debate remete a incidentes extremos de calor, como Catar 2023 e Singapura 2024, e pode resultar em regras mais rígidas, fornecedor único ou uso voluntário contínuo, dependendo se as equipes conseguirem entregar um sistema durável e confortável.