Eleição no Brasil fica embolada; Lula acusa Trump de apoiar Bolsonaro
Acusação leva tribunais e serviços de inteligência a ampliar auditorias para proteger integridade do voto.
A disputa presidencial está embolada, com pesquisas mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro praticamente empatados, e a eleição — a poucos dias do primeiro turno em 4 de outubro — tende a ir para o segundo turno em 25 de outubro.
Lula acusou abertamente o presidente Trump de tentar influenciar o resultado e colocou Bolsonaro como a escolha de Washington, citando a imposição de tarifas pela administração Trump, a recepção de Flávio Bolsonaro na Casa Branca e tentativas de enviar enviados dos EUA ao Brasil.
As investigações sobre o colapso do Banco Master e seu dono preso, Daniel Vorcaro, seguem ativas e produziram indícios telefônicos e documentais que ligam cerca de US$24 milhões (valor aproximado) em fluxos a uma entidade vinculada a um biopic de Jair Bolsonaro, que agora fazem parte de apurações envolvendo Flávio Bolsonaro.
As autoridades brasileiras reagiram ampliando auditorias aleatórias das urnas eletrônicas, endurecendo regras sobre desinformação e solicitando a plataformas de tecnologia planos para conter conteúdo enganoso gerado por IA, na tentativa de reconstruir a confiança do público no voto.
A cobertura varia conforme o veículo: alguns enfatizam o argumento de soberania de Lula e a interferência dos EUA, enquanto outros destacam o cansaço com a corrupção pelo escândalo Vorcaro e a mudança de lealdades de eleitores no reduto de Lula no Nordeste, que reduz sua margem.