Druckenmiller admite ter usado IA em artigo do Wall Street Journal que criticava recompras de títulos do Tesouro
Confissão reacende debate sobre transparência em artigos de opinião e padrões editoriais.
O bilionário Stanley Druckenmiller publicou na segunda-feira um artigo de opinião no Wall Street Journal criticando a expansão das recompras de títulos de longo prazo conduzidas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Na terça-feira ele confirmou que usou inteligência artificial para ajudar a escrever a coluna.
Uma ferramenta de detecção de textos gerados por IA chamada Pangram identificou o artigo como produzido por máquina, o que motivou questionamentos de economistas e jornalistas que divulgaram os resultados nas redes sociais.
Druckenmiller afirmou que rejeitou muitas sugestões da IA e que o argumento apresentado no texto foi dele, comparando o uso da tecnologia ao uso de uma calculadora para escrever.
O Wall Street Journal defendeu a publicação, afirmando que avalia se os textos de colaboradores refletem o argumento original do autor e citando a relação de longa data com Druckenmiller.
O Tesouro dos EUA, por sua vez, defendeu as recompras como ferramenta de liquidez e gestão da dívida, e disse que as operações podem ampliar-se além do patamar de cerca de US$4 bilhões por operação criticado por Druckenmiller, mantendo o conflito sobre a política fiscal em curso.