Documentos da PF mostram que Banco Master pagou R$33 milhões a advogada chamada de 'canal direto' ao STF

Auditoria apreendida do BRB e mensagens internas levantaram dúvidas sobre honorários de 2024 e motivaram investigações federais e procedimentos no STF

18 de setembro, 13:18

Agentes da Polícia Federal recuperaram, em meados de setembro de 2026, uma auditoria interna do BRB que registra R$33 milhões pagos em 2024 ao escritório da advogada Dalide Corrêa e R$40 milhões ao escritório de Viviane Barci de Moraes.

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Diálogos gravados entre diretores do Banco Master obtidos pela PF descrevem Dalide como um “canal direto com o STF”, expressão que, segundo os investigadores, ajudou a sinalizar os pagamentos para revisão.

A PF ainda não realizou diligências específicas sobre o contrato com Dalide e não fez qualquer conclusão jurídica sobre a legalidade do contrato, segundo notas da operação que trata do material.

Os documentos vinculam Daniel Vorcaro a contatos de alto nível: Gilmar Mendes confirmou reunião com Vorcaro em 11 de abril de 2024, e registros mostram que Mendes depois votou contra o Banco Master na decisão da Segunda Turma de 3 de junho de 2025.

As revelações provocaram reações políticas e movimentações processuais no Supremo Tribunal Federal, com o presidente Lula advertindo que o caso pode repercutir na eleição, enquanto ministros e investigadores mantêm diligências ativas no âmbito da Operação Compliance Zero.

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