Disputa pela Câmara esquenta após reeleição de Lula
Bancadas e formação de blocos vão definir presidência, vagas em comissões e distribuição de emendas parlamentares
Após o segundo turno de 25 de outubro confirmar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, os partidos iniciaram uma corrida por controle da Câmara dos Deputados: o mapa de blocos vai influenciar quem preside comissões e quem controla as emendas orçamentárias.
Hugo Motta abriu conversas com dirigentes de cerca de 15 partidos para assegurar a reeleição à presidência da Câmara, e o PT condicionou sua participação à exclusão do PL e do Novo do bloco de apoio a Motta.
O PL saiu como a maior bancada, com 121 deputados, e está dividido entre apoiar Motta ou lançar chapa própria, em um cálculo que envolve ambições no Senado e a negociação por vagas em comissões.
André Janones, que comandou o canal no WhatsApp 'Exército do Lula', que ultrapassou 10 milhões de participantes, afirmou que recusará um ministério, permanecerá deputado e continuará liderando uma mobilização digital pró‑Lula.
Pressões paralelas: a Polícia Federal realizou em Maranhão uma operação contra fraudes no Seguro‑Defeso; a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal revisão criminal que pode ir a plenário; e Brasília acompanha as eleições de meio de mandato dos EUA em busca de possíveis efeitos nas negociações bilaterais.