Disputa pela Câmara esquenta após reeleição de Lula

Bancadas e formação de blocos vão definir presidência, vagas em comissões e distribuição de emendas parlamentares

Hoje, 21:12

Após o segundo turno de 25 de outubro confirmar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, os partidos iniciaram uma corrida por controle da Câmara dos Deputados: o mapa de blocos vai influenciar quem preside comissões e quem controla as emendas orçamentárias.

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Hugo Motta abriu conversas com dirigentes de cerca de 15 partidos para assegurar a reeleição à presidência da Câmara, e o PT condicionou sua participação à exclusão do PL e do Novo do bloco de apoio a Motta.

O PL saiu como a maior bancada, com 121 deputados, e está dividido entre apoiar Motta ou lançar chapa própria, em um cálculo que envolve ambições no Senado e a negociação por vagas em comissões.

André Janones, que comandou o canal no WhatsApp 'Exército do Lula', que ultrapassou 10 milhões de participantes, afirmou que recusará um ministério, permanecerá deputado e continuará liderando uma mobilização digital pró‑Lula.

Pressões paralelas: a Polícia Federal realizou em Maranhão uma operação contra fraudes no Seguro‑Defeso; a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal revisão criminal que pode ir a plenário; e Brasília acompanha as eleições de meio de mandato dos EUA em busca de possíveis efeitos nas negociações bilaterais.

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