Decisões judiciais obrigam TV Globo a cancelar debate presidencial

Liminares de última hora mudaram regras acertadas por campanhas e emissoras e tiraram do ar principal fórum ao vivo a cinco dias do primeiro turno em 4 de outubro.

01 de outubro, 23:22

Na noite de quinta-feira a ministra do TSE Estela Aranha expediu uma liminar que proibiu a Globo de exibir um púlpito vazio identificado para o presidente Lula e vedou perguntas dirigidas a candidato que optasse por não comparecer.

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Horas depois o ministro do STF Gilmar Mendes determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) como participante, após o TSE ter recusado previamente sua entrada automática.

Em resposta às decisões judiciais em sequência, o candidato do PL Flávio Bolsonaro anunciou que não compareceria, e o presidente Lula também permaneceu ausente, concedendo entrevista ao podcast Flow no mesmo horário.

A TV Globo afirmou ter cancelado o debate após receber as duas notificações judiciais, citando alteração de regras de última hora e insegurança jurídica que tornaram impossível realizar a transmissão nos termos previamente acordados.

Outros candidatos convidados e respectivas campanhas condenaram a sequência de intervenções como prejudicial ao processo eleitoral e alertaram que o cancelamento reduz a exposição direta dos eleitores aos candidatos nos dias finais antes do primeiro turno.

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