Coreia do Sul abre investigação criminal após vazamento online de dados de comitiva presidencial
Detalhes de 168 passaportes ficaram expostos por cerca de cinco meses; governo reemite documentos e faz revisão de segurança
Um arquivo intitulado "Passenger list (South Korea-Belgium)" foi enviado a uma plataforma de varredura de malware em 2 de junho e permaneceu acessível por cerca de cinco meses antes de ser descoberto.
O arquivo trazia dados pessoais detalhados de 168 pessoas, incluindo nomes, datas de nascimento, números de passaporte e datas de emissão e expiração do presidente, da primeira-dama, de ministros, assessores, agentes de segurança e jornalistas.
O Ministério das Relações Exteriores removeu o arquivo, comunicou o caso à Personal Information Protection Commission (comissão de proteção de dados) e passou a reemitir passaportes das pessoas afetadas.
A polícia elevou a investigação inicial a um inquérito criminal formal. Agências de inteligência e segurança fazem inspeções técnicas em computadores e contas de e-mail, tratando o incidente como um vazamento de dados interno, e não como um ataque externo.
A exposição de agentes de proteção pessoal e de equipe médica levou à determinação de revisar os protocolos para viagens ao exterior e pode resultar em regras mais rígidas para o manuseio de registros da comitiva e em novas medidas de responsabilização das agências.