Candidatos afinam propostas de segurança; na Bahia, três modelos de saúde em disputa
Planos priorizam metas mensuráveis após decisão do STF sobre reocupação de favelas e resposta à preocupação do eleitor com crime
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas ampliou em meados de agosto seu plano de segurança: criou um Centro de Inteligência e Inovação com monitoramento 24 horas, ampliou a rede de câmeras Muralha Paulista e pretende ampliar o aplicativo SP Mobile para combater furtos e melhorar investigações.
Fernando Haddad tem cobrado transparência nos dados de criminalidade em São Paulo e propôs ferramentas auditáveis e com tecnologia, incluindo registro de ocorrências via WhatsApp e um 'mapa do crime' alimentado por inteligência artificial para apoiar as investigações.
No Rio de Janeiro, os principais candidatos traçam caminhos operacionais diferentes: Eduardo Paes prometeu retirar policiais que estavam lotados em gabinetes de deputados para reforçar o patrulhamento de rua e priorizar operações conjuntas com as Forças Armadas baseadas em dados; Douglas Ruas defende policiamento contínuo e adaptado às comunidades; Coronel Busnello propõe a chamada 'desfavelização' e endurecimento das políticas carcerárias.
Na Bahia, em meados de agosto, os três principais candidatos apresentaram propostas marcadamente distintas para a saúde: Jerônimo Rodrigues aposta na regionalização e num plataforma digital chamada 'Saúde na Palma das Mãos'; ACM Neto propõe contratação de capacidade privada pelo Estado via 'PIX Saúde'; e Ronaldo Mansur defende estatização e vigilância participativa em saúde.
Todos os planos são influenciados pela decisão do STF no ano passado na ADPF das Favelas, que exige estratégias de reocupação, pela sensibilidade política quanto ao uso de tropas federais e pela necessidade de apresentar instrumentos mensuráveis e auditáveis para convencer eleitores preocupados com a segurança pública.