Campanhas presidenciais começam oficialmente com atos simbólicos e foco em alianças no Congresso
Com início das reuniões de rua e anúncios online, candidatos miram eleitores e parceiros no Legislativo que definirão segurança e políticas públicas
A campanha eleitoral presidencial começou formalmente no domingo, 16 de agosto, quando os candidatos passaram a ter autorização legal para realizar atos de rua, veicular propaganda online e pedir votos explicitamente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu sua campanha de reeleição em São Bernardo do Campo. O ato teve forte carga simbólica biográfica, apelos voltados a eleitoras e a evangélicos, e a promessa de criar um Ministério da Segurança Pública — proposta que, segundo ele, depende de uma maioria maior no Congresso Nacional.
O senador Flávio Bolsonaro lançou sua candidatura em Copacabana, usando imagens ligadas ao seu pai e priorizando paradas iniciais no Sudeste para consolidar a base bolsonarista.
A disputa no campo da direita se acirrou depois de declarações do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, dizendo que partidos do Centrão estariam agindo em favor de Lula e minimizando as chances de Flávio. Em reação, o ex-governador Ronaldo Caiado publicou que jamais apoiará Lula ou o PT.
A partir de 28 de agosto a propaganda paga em rádio e TV passa a ser permitida. Pesquisas recentes da Quaest mostrando um cenário mais apertado entre Lula e Flávio reforçam a urgência das campanhas em intensificar o contato com eleitores e ampliar alianças no Congresso Nacional, que serão decisivas para implementação de pautas como segurança pública.