Petrobras encontra indícios de hidrocarbonetos na Foz do Amazonas
Empresa diz que amostras e registros elétricos no poço Morpho apontam presença de hidrocarbonetos; produção comercial depende de mais poços, licenciamento e estudos
A Petrobras anunciou na noite de sexta‑feira, 14 de agosto, que registros elétricos de poço e amostras de rocha do poço exploratório Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, indicam a presença de hidrocarbonetos — termo que pode corresponder a petróleo ou gás.
O poço Morpho fica a cerca de 175 km da costa do Amapá, em aproximadamente 2.886 metros de lâmina d’água, no bloco FZA‑M‑59. A Petrobras detém 100% do bloco e é operadora.
O Ibama autorizou apenas pesquisa exploratória para esse primeiro poço em outubro de 2025, portanto qualquer avanço rumo à produção comercial exigirá licenciamento ambiental adicional e avaliação técnica complementar.
A Petrobras planeja perfurar mais poços e incluiu investimento plurianual na Margem Equatorial em seu plano 2026–2030. A companhia afirma que a produção poderia ser viável em cerca de seis a sete anos se forem confirmados volumes comerciais.
Grupos ambientais e cientistas alertam que a região é ecologicamente sensível. Ao mesmo tempo, estudos oficiais, como os da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), estimam volumes recuperáveis substanciais na bacia. Assim, os próximos poços de avaliação e as revisões regulatórias serão decisivos para empregos locais, políticas climáticas e o desenvolvimento regional.