EUA prendem morador por envolvimento no massacre da escola em Tumbler Ridge

Promotores dizem que registros de plataformas mostram meses de contato online com promessas de transmitir ao vivo, testes de equipamento e ajuda tática; investigação foi conjunta entre EUA e Canadá.

09 de outubro, 00:21

A prisão ocorreu na terça-feira, 6 de outubro. James Cody Bryant foi indiciado em um tribunal federal dos Estados Unidos por conspiração para assassinar pessoas em país estrangeiro e foi mantido preso até audiência preliminar marcada para 20 de outubro.

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Segundo os promotores, Bryant manteve contato diário por meses com o atirador Jesse Van Rootselaar e teria concordado em gravar e transmitir o ataque ocorrido em 10 de fevereiro de 2026, ajudado a testar equipamentos de livestream, oferecido conselhos táticos e enviado pequenos pagamentos para itens relacionados ao ataque.

Investigadores afirmam que registros do Discord foram os primeiros a ligar a conta do atirador a uma conta dos EUA e que a Twitch chegou a veicular de forma breve uma tentativa de transmissão — fatos que motivaram a cooperação transfronteiriça entre o FBI e a RCMP (Real Polícia Montada do Canadá) e que constam como provas digitais na denúncia criminal nos EUA.

Documentos judiciais e declarações das autoridades dizem que o atirador roubou armas de um cofre doméstico e compartilhou fotos e detalhes das armas com Bryant. Agentes americanos afirmam não ter indicação de que as armas vieram dos Estados Unidos.

As acusações se baseiam em alegações da denúncia americana que ainda não foram testadas em tribunal. As autoridades canadenses continuam a investigação, e famílias das vítimas apresentaram ações civis e pedem maior fiscalização das práticas de notificação e moderação das plataformas.

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