Brasil vota em primeiro turno acirrado enquanto regras sobre dispositivos são testadas

Lacunas na fiscalização de óculos inteligentes podem provocar investigações e abalar a confiança no sigilo de voto em disputa apertada.

Hoje, 15:39

Mais de 158,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar no domingo, 4 de outubro, e pesquisas publicadas na véspera apontavam empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu orientações reforçadas nos dias anteriores à votação e determinou aos tribunais regionais que proibissem qualquer dispositivo capaz de gravar ou transmitir um voto, citando explicitamente óculos inteligentes como vetados dentro das cabines de votação.

Vários candidatos de destaque votaram publicamente no domingo e fizeram declarações na saída que a imprensa e as autoridades apontaram como possíveis pedidos de voto, condutas que podem sujeitar-se a sanções eleitorais segundo a legislação brasileira.

Ao menos um candidato, Romeu Zema, entrou em uma cabine de votação com um celular, e o TRE‑MG abriu investigação para apurar se o ato violou a proibição e pode configurar crime.

Autoridades eleitorais e grupos de direitos alertaram que não houve treinamento prático específico para mesários identificarem óculos inteligentes disfarçados antes do dia da votação, fragilidade que pode gerar mais reclamações locais, investigações formais pelos TREs e maior escrutínio sobre os procedimentos de sigilo do voto.

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