Disputa judicial sobre boato de que Flávio Bolsonaro tiraria título de Nossa Senhora Aparecida reverteu remoções de postagens
Decisões do TSE e do STF restauraram algumas publicações, mudando o debate online nos dias que antecederam o 1º turno.
Em 25 de setembro, o vice‑presidente do TSE, André Mendonça, determinou a remoção de postagens que apresentavam como verdadeira a afirmação de que Flávio Bolsonaro planejaria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira, classificando o conteúdo como “notoriamente inverídico”.
A decisão levou a intervenções no STF: o ministro Flávio Dino atuou contra a medida, houve uma suspensão posterior por Luiz Fux, e o plenário do TSE acabou modulando a ordem de Mendonça, restabelecendo algumas postagens e excluindo aquelas que faziam alegações manifestamente falsas.
A CNBB publicou no dia das eleições uma menção a Nossa Senhora Aparecida e clamou por um Brasil reconciliado e soberano, mantendo o simbolismo religioso no centro do discurso de campanha.
O boato se apoiou em uma proposta reaparecida de 2007, de Victorio Galli, arquivada em 2008; não há esforço parlamentar em curso para retirar o título, e Flávio Bolsonaro negou qualquer plano nesse sentido.
O episódio gerou enorme engajamento online — analistas estimaram cerca de 124 milhões de interações — e uma pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro mostrou que o apoio a Lula entre eleitores católicos caiu quatro pontos percentuais, para 44%, evidenciando um efeito eleitoral de curto prazo da desinformação.