Bolsas globais sobem com queda do petróleo; pesquisas no Brasil preocupam investidores
Operadores acompanham possível cúpula Trump–Xi por sinais sobre comércio; novas pesquisas brasileiras podem afetar fluxos antes da votação de outubro
Os principais índices acionários globais abriram em alta na segunda‑feira, 21 de setembro, enquanto Brent e WTI caíam pelo quarto pregão seguido e os futuros dos EUA indicavam início positivo para as negociações em Nova York.
A queda do petróleo foi atribuída a relatos de aumento nos embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz e a um esforço diplomático que reduziu a tensão entre EUA e Irã. Autoridades americanas disseram que os fluxos no Golfo atingiram o nível mais alto em seis meses.
O apetite por risco subiu além das ações: o bitcoin teve alta de cerca de US$84.225, aproximadamente, e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos recuaram, na medida em que investidores se afastaram do risco ligado à energia.
Pesquisas brasileiras mostraram o presidente Lula tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro e, em um levantamento, empatado com Augusto Cury, o que levantou preocupação de que a votação de 4 de outubro possa provocar volatilidade de curto prazo nos mercados.
Operadores acompanharão várias divulgações de política e dados nesta semana — incluindo o Boletim Focus, a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central e o IPCA‑15 — e esperam que o encontro entre Trump e Xi seja um catalisador de mercado no curto prazo.