Assessores de Trump pediram que agência federal tentasse invadir urna eletrônica

Pedido interno à CISA levanta dúvidas sobre politização da agência de cibersegurança eleitoral dos EUA.

Ontem, 21:20

Um relatório da ProPublica publicado segunda-feira diz que nomeados políticos no Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) orientaram a Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA) a obter uma urna eletrônica, tentar invadi‑la e enviar os resultados à Casa Branca.

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Segundo o texto, os assessores teriam ordenado à CISA que não notificasse o fabricante da urna caso fossem encontradas vulnerabilidades — diferente da prática habitual da agência, que costuma divulgar falhas para que sejam corrigidas.

Funcionários da CISA disseram repetidamente aos nomeados que a tarefa era inviável e que o esforço nunca foi realizado, em parte porque cerca de 1.000 empregados foram demitidos durante cortes liderados por David Glawe (DOGE), que reduziram grande parte da expertise técnica da agência.

A Casa Branca rejeitou as acusações de irregularidade e afirmou que o presidente apoia eleições livres e justas. Vários veículos de imprensa deram ampla cobertura ao relato da ProPublica, e legisladores democratas e especialistas pediram investigação adicional.

Autoridades eleitorais estaduais relataram redução do apoio federal antes das eleições de meio de mandato em novembro, e a CISA enfrenta uma proposta de corte orçamentário de US$700 milhões para 2027 que, segundo responsáveis, pode aprofundar a perda de capacidade e enfraquecer ainda mais a confiança e o compartilhamento de informações.

Resumo produzido a partir de 8 fontes · Powered by Anchooor
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