Campus de IA em Nova Escócia gera protestos e expõe riscos na rede elétrica e na regulação
Anúncio de instalação de US$10 bilhões com fase inicial de 95 MW até 2027 provocou petições, manifestações e pedidos de revisão; especialistas dizem que limitações da rede e licenças podem travar projetos.
A EverWind Fuels anunciou um complexo de inteligência artificial de US$10 bilhões em Point Tupper que a Anthropic vai alugar, com uma primeira fase de 95 megawatts prevista para o final de 2027 e expansão até 420 megawatts no conjunto da obra em 2028.
O anúncio de sexta-feira provocou oposição imediata: uma petição no Change.org com milhares de assinaturas, atos públicos em Halifax e pedidos do New Democratic Party (NDP) por uma sessão legislativa de emergência para impor salvaguardas.
A EverWind e autoridades provinciais afirmam que a empresa vai financiar as atualizações necessárias na rede elétrica e proteger as tarifas residenciais, mas especialistas independentes e críticos dizem que essas promessas não são vinculantes legalmente e exigem estudos de impacto independentes.
Analistas financeiros e empresas de energia alertam que a eletricidade é o principal gargalo para o avanço dos grandes centros de dados de IA, com o Goldman Sachs estimando que muitos projetos enfrentarão atrasos ou cancelamentos por causa de conexões à rede, processos de licenciamento e falta de mão de obra.
As respostas provinciais variam entre moratórias e regimes competitivos que exigem tarifas mais altas ou compromissos ambientais; consultas e decisões próximas vão determinar se as preocupações locais resultarão em regras mais rígidas ou em desaceleração da expansão nacional.