Arquivos extraídos de câmera Flock mostram chave de criptografia e 27.321 vídeos curtos
Dados recuperados incluem ~1,6 milhão de imagens e indicam falhas operacionais; medidas locais e propostas estaduais já travam instalações e revisam contratos
Pesquisadores e jornalistas que analisaram os arquivos de uma câmera Flock removida fisicamente afirmam que o equipamento continha uma chave de criptografia armazenada no próprio dispositivo e milhares de clipes de vídeo recuperáveis que não estavam protegidos pelas salvaguardas anunciadas pela empresa.
O armazenamento recuperado inclui exatamente 27.321 arquivos MP4 curtos, cerca de 1.600.000 imagens estáticas vinculadas a aproximadamente 50.200 detecções de veículos ao longo de várias semanas, e código que identifica explicitamente pessoas, além de placas e veículos.
Os logs do aparelho mostraram problemas operacionais significativos: mais de 27.000 mensagens de "no space left on device" (sem espaço no dispositivo), além de travamentos e reinicializações frequentes. Passagens típicas geravam dezenas de imagens por veículo, que eram salvas ou enfileiradas localmente antes do envio.
A Flock advertiu que a adulteração é ilegal e pediu que pesquisadores usem seu processo de relato de vulnerabilidades. Mesmo assim, auditorias policiais locais, investigações internas sobre uso indevido por agentes e ações de fiscalização do Congresso e de estados aumentaram.
As conclusões técnicas já provocaram respostas políticas imediatas: Texas e Flórida suspenderam novas instalações, contratos locais estão sendo revisados ou cancelados, executivos de empresas de leitura automática de placas foram convidados a depor no Senado, e projetos de lei ou proibições em diferentes estados podem mudar como redes de rastreamento de veículos são regulamentadas e usadas.