Anthropic mira IPO em novembro, mas levanta dívida bilionária e enfrenta questionamentos
Resultados sólidos no 3º trimestre e grandes planos de financiamento geram cautela de investidores e perguntas de autoridades sobre segurança e divulgação.
A Anthropic informou a investidores, em meados de outubro, que a receita do terceiro trimestre foi de cerca de US$ 16,8 bilhões e que a empresa teve fluxo de caixa positivo ajustado pelo segundo trimestre consecutivo.
A agência de classificação Kroll atribuiu à Anthropic nota BB+ em junho, ligada a um financiamento de cerca de US$ 35 bilhões para chips e infraestrutura, e essa avaliação foi dada com base em divulgações limitadas da empresa, sem dados completos de fluxo de caixa livre ou EBITDA.
Bancos importantes estão preparando aproximadamente US$ 60 bilhões em financiamentos para chips de IA sob medida e infraestrutura, e relatórios indicam que a Anthropic pode emitir até US$ 42 bilhões em notas conversíveis para financiar o leasing desses chips.
O controlador da cidade de Nova York (New York City Comptroller), Mark Levine, pediu que a empresa adiasse seu IPO por preocupações com segurança de IA e governança. A Anthropic abriu conversas com o gabinete dele, enquanto alguns investidores institucionais pressionam por divulgações mais completas.
Participantes do mercado recalibraram a avaliação potencial do IPO para cerca de US$ 1,5 trilhão, ante falas anteriores de US$ 2 trilhões, e usarão a roadshow planejada para a semana de 9 de novembro para testar a demanda e exigir métricas auditadas mais claras antes de alocações significativas a instituições.