AMD eleva previsão de mercado para 2030 a US$3 tri e atrai analistas otimistas
Executivos dizem que migração de cargas de trabalho de IA para CPUs pode ampliar demanda por chips de servidor e aceleradores da empresa.
A diretora financeira Jean Hu afirmou na conferência Citi Global TMT, em 8 de setembro, que a AMD passou a ver seu mercado total endereçável (TAM) de computação de alto desempenho chegando a US$3 trilhões até 2030.
Várias corretoras reagiram com cobertura mais otimista; a Piper Sandler iniciou com classificação Overweight e preço-alvo de US$600, movimento que ajudou as ações da AMD a subirem para a faixa baixa de US$500 e a capitalização de mercado ficar em torno de US$850–870 bilhões.
A empresa começou a enviar receitas dos aceleradores MI450/Helios neste mês e afirma que a plataforma Helios já garantiu clientes âncora como OpenAI, Meta e Anthropic.
No segundo trimestre, a AMD reportou receita de US$11,54 bilhões, alta de 50% ante o mesmo período do ano anterior. Alguns modelos do sell-side agora projetam CAGRs (crescimento anual composto) de receita e lucro por ação para vários anos que partem do pressuposto de demanda sustentada impulsionada por IA.
Os investidores, porém, enfrentam riscos claros: avaliações independentes mostram prêmios grandes em relação ao valor intrínseco; diretores e executivos divulgaram vendas recentes de ações que somam dezenas de milhões de dólares; e a AMD depende da capacidade de produção da TSMC e do ritmo geral de montagem de servidores, fatores que podem restringir a oferta.