Aliados frustram exercício russo que testava arma para danificar cabos submarinos
Operação perto de Svalbard em abril fez Reino Unido, Noruega e EUA escalar vigilância e proteção de redes de fibra; Noruega quer cabo novo até 2028.
Autoridades ocidentais dizem que Reino Unido, Noruega e Estados Unidos rastrearam e confrontaram embarcações russas do GUGI (Main Directorate for Deep‑Sea Research) nas proximidades de Svalbard, obrigando‑as a sair sem que nenhum cabo fosse danificado.
Relatos da Reuters e de outros veículos afirmam que o exercício russo, realizado em abril de 2026, empregou submersíveis de grande profundidade para ensaiar um sistema até então não divulgado, descrito como uma arma secreta capaz de desativar cabos sem deixar vestígios óbvios.
A operação ocorreu perto de dois cabos de fibra óptica de cerca de 1.400 km que ligam Svalbard à Noruega continental e chegam a profundidades de aproximadamente 2.700 metros. Esses cabos transportam grande volume de tráfego de satélite e internet para o SvalSat e outros serviços.
Como resposta, os aliados ampliaram patrulhas, o intercâmbio de inteligência e programas de monitoramento como o Baltic Sentry da OTAN e o UK‑led Nordic Warden. A Noruega anunciou planos para um novo cabo ao continente até 2028, com o objetivo de reduzir a exposição.
Autoridades alertam que o episódio aumenta o risco estratégico de ataques a infraestruturas submarinas: o corte de cabos poderia interromper internet, dados de satélite e ligações financeiras, e também ser usado para sondar a reação da OTAN no âmbito da defesa coletiva. Observadores esperam mais vigilância e medidas defensivas nos próximos meses.