Acusado se declara culpado em esquema que furtou US$240 milhões em bitcoin
Promotores dizem que condenação mostra que RICO pode ser usado contra quadrilhas que roubam criptomoedas; parte do valor já foi recuperada, mas a maior parte segue sem localização.
Malone Lam, 22, se declarou culpado nesta terça a uma acusação federal de conspiração sob a lei RICO (conluio criminoso) ligada ao furto, em agosto de 2024, de mais de 4.100 bitcoins de um investidor em Washington, D.C.
Segundo os promotores, integrantes do grupo fizeram ligações se passando por funcionários do Google e da corretora Gemini para enganar a vítima a fornecer acesso remoto e códigos de segurança. Com isso, transferiram as moedas por corretoras e ferramentas de privacidade.
O FBI prendeu réus a partir de setembro de 2024 depois de rastrear o endereço IP não oculto de um co-réu até um imóvel alugado em Encino e notar uma extravagante sequência de gastos ao longo de um mês.
As autoridades conseguiram congelar ou recuperar cerca de US$70 milhões relacionados ao esquema, mas afirmam que uma quantia substancialmente maior permanece sem rastreamento, porque os fundos foram misturados por corretoras, conversores instantâneos e mixers.
O caso chama atenção pelo uso da lei RICO contra uma quadrilha de roubo de bitcoin e por evidenciar que engenharia social e ataques físicos a hardware wallets continuam sendo uma vulnerabilidade central para quem guarda criptomoedas.