Ações tokenizadas chegam a US$4 bilhões com alta do volume em DEXs
Concentração em poucas plataformas aumenta fragilidades de custódia, oráculos e regulação para equities on‑chain
Até 9 de setembro, a capitalização de mercado ativa de ações tokenizadas subiu cerca de 314% no ano, para aproximadamente US$4 bilhões. O volume mensal negociado em exchanges descentralizadas (DEXs) passou de US$237 milhões em janeiro para US$7,9 bilhões em agosto.
O mercado mudou de emissão para distribuição: as suites de tokens da bStocks e da Robinhood capturaram entre 80% e 88% do volume de emissores, e apenas a bStocks respondeu por cerca de 90% do giro de ações tokenizadas em DEXs em algumas métricas.
O uso em DeFi cresceu rapidamente: o valor total bloqueado (TVL) em protocolos ligado a ações tokenizadas está perto de US$289 milhões, e os depósitos de ETFs/equities tokenizados em protocolos de empréstimo e liquidez aumentaram cerca de 19 vezes, para cerca de US$67,6 milhões.
A Coinbase lançou tokens de ações dos EUA chamados B20 na Base a partir de 24 de agosto; em semanas o volume acumulado em DEXs desses tokens superou US$228 milhões, com pico de volume diário próximo de US$100 milhões, e a Aerodrome respondeu por mais de 77% das negociações na Base.
Especialistas apontam riscos práticos decorrentes dessa concentração: estruturas de custódia (por exemplo, Alpaca sob ADGM), liquidez concentrada em poucas DEXs e oráculos sensíveis a sessões que viabilizam empréstimos 24 horas por dia podem amplificar eventos de liquidação, falhas operacionais ou choques regulatórios.