Polícia desmonta fazenda clandestina de mineração de criptomoedas em montanhas de Puebla
Investigações apontam que o local perto da usina hidroelétrica Nuevo Necaxa pode ter usado energia roubada; há apurações sobre ligações com cartéis.
Autoridades destruiram a instalação remota em Tlaola entre 8 e 12 de setembro e retiraram o equipamento como parte de uma investigação em andamento.
A polícia apreendeu cerca de 300 GPUs, aproximadamente 80 terminais de média tensão, transformadores e oito antenas via satélite que alimentavam e conectavam a operação.
Os investigadores apuram se a fazenda teria se ligado à energia da barragem de Nuevo Necaxa e analisam possíveis vínculos com grandes cartéis; o procurador federal não comentou publicamente o caso.
Especialistas alertam que a apreensão de GPUs mostra capacidade de mineração, mas não identifica qual criptomoeda foi minerada nem quem recebeu os recursos, já que mineradores podem usar pools, carteiras intermediárias ou tokens diferentes.
Esta é a quarta fazenda clandestina encontrada na região de Puebla desde o início de 2025, em um momento em que empresas de blockchain reportam aumento global dos fluxos de criptoativos ligados a atividades ilícitas — o que complica a forma como os investigadores tentarão rastrear moedas mineradas até o sistema financeiro tradicional.