a16z fecha fundo de US$1,1 bilhão para hardware de IA
O Machine Age Fund vai investir em chips, memória, data centers e robótica para enfrentar gargalos como falta de HBM, capacidade de empacotamento avançado e limites das redes locais.
A gestora americana Andreessen Horowitz (a16z) fechou na sexta‑feira, 28 de agosto, o Machine Age Fund de US$1,1 bilhão para investir em toda a pilha física da inteligência artificial: chips, memória, redes, armazenamento, data centers e robótica.
O fundo será liderado por sócios com experiência em hardware e centros de dados, como Raghu Raghuram, Martin Casado e David Ulevitch, e vai mirar empresas em estágio inicial e de crescimento que desenvolvem soluções a nível de sistemas.
A a16z afirma que a densidade de computação aumentou cerca de 28 vezes desde racks antigos de GPU até designs modernos como o Rubin, e que a potência por rack subiu de alguns kilowatts para 100–250 kW hoje, com projeções apontando para 1 MW por rack. Isso gera demanda por novos sistemas de refrigeração, transformadores e adaptações de infraestrutura predial.
A gestora identifica como principais gargalos o fornecimento apertado de high‑bandwidth memory (HBM), a concentração de capacidade de fabricação e empacotamento avançado, e os limites das redes elétricas locais. O fundo pretende atacar esses problemas com capital de ciclo longo e engenharia de sistemas.
O Machine Age Fund amplia as alocações anteriores da a16z em infraestrutura e sinaliza um movimento mais amplo do mercado em direção ao financiamento de hardware e projetos de campus. Essas iniciativas podem acelerar obras, mas também elevar riscos de execução, de cadeia de suprimentos e de pressão sobre as redes elétricas para comunidades e operadores.