Flávio Bolsonaro lidera por pequena margem e leva disputa presidencial ao segundo turno
Cumprimentos internacionais, postagem de Trump e inquérito da Polícia Federal sobre possível interferência dos EUA ampliam pressão antes do segundo turno em 25 de outubro
A eleição presidencial vai para o segundo turno em 25 de outubro após Flávio Bolsonaro obter 47,03% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva 45,16%, resultados que o TSE afirmou terem sido devidamente totalizados apesar de uma congestionamento temporário na publicação de dados no domingo.
O presidente Donald Trump publicou no Truth Social elogiando a rapidez da apuração do Brasil, chegando a confundir inicialmente com a Índia e depois editando a mensagem para citar o Brasil, e usou a postagem para renovar ataques não comprovados à integridade das apurações de voto nos EUA.
Uma série de líderes mundiais de direita parabenizou Flávio Bolsonaro publicamente, entre eles Javier Milei, da Argentina, e Benjamin Netanyahu, de Israel, e o ex‑presidente Michel Temer anunciou formalmente apoio a Flávio no segundo turno.
A Polícia Federal abriu um inquérito a pedido da Advocacia‑Geral da União para apurar suposta interferência dos EUA na eleição, uma investigação em curso que sucede medidas e declarações públicas dos EUA vistas por parte de Brasília como pressão.
Além da disputa imediata, o primeiro turno registrou a maior abstenção desde 1998 e resultou em um Congresso mais à direita, desfechos que podem influenciar escolhas de política, o equilíbrio de poder institucional e o dia a dia da gestão caso Flávio vença.