Alcolumbre mantém início do debate sobre a PEC da 6x1, mas votação antes do segundo turno é incerta

Sessão para abrir a discussão obrigatória aumenta pressão sobre senadores, que ainda precisam cumprir cinco sessões antes de votar a mudança constitucional.

Hoje, 19:07

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a sessão marcada para iniciar o debate formal nesta terça‑feira sobre a PEC que reduz para 6x1 a escala de trabalho, mas a Casa precisa completar cinco sessões de discussão antes de qualquer votação, o que torna improvável uma aprovação antes do segundo turno.

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A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que a aprovação ficou mais difícil após o resultado do primeiro turno e que seguir o rito das cinco sessões é uma tática para aumentar a pressão sobre senadores que ainda resistem.

Flávio Bolsonaro e o PL se posicionaram contra discutir a proposta antes da definição do pleito, e o desempenho do PL no primeiro turno transformou a sigla no maior bloco do Senado, com 28 cadeiras, fortalecendo pedidos de adiamento da PEC.

Pelas regras do Senado, a PEC precisa de 49 votos em dois turnos para ser aprovada, e o prazo das cinco sessões só pode ser encurtado por acordo entre os partidos, de modo que o calendário ficará sujeito a negociações interpartidárias e aos quóruns.

Parlamentares e setores empresariais que defendem o adiamento citaram questões de imagem durante a campanha e riscos de descontinuidade. A perda de força de Alcolumbre após a votação complica uma aprovação rápida e pode repercutir tanto na tentativa de reeleição de Lula quanto na disputa pela presidência do Senado.

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