Sony e Warner processam Anthropic por uso de músicas em treino do Claude
Editoras pedem até US$150 mil por composição e querem impedir uso de letras e partituras que dizem ter sido obtidas em sites piratas
As divisões editoras da Sony Music e da Warner Chappell entraram com uma ação federal contra a Anthropic e os cofundadores Dario Amodei e Benjamin Mann, acusando a empresa de usar composições protegidas por direito autoral para treinar os modelos Claude.
A petição afirma que a Anthropic adquiriu letras e partituras em sites de torrent e arquivos piratas, como o Library Genesis, lista dezenas de músicas famosas como exemplo e diz que o Claude pode reproduzir letras palavra por palavra ou gerar canções concorrentes escritas pela IA.
Sony e Warner pedem julgamento por júri e danos estatutários de até US$150.000 por composição infringida, além de penalidades adicionais sob a DMCA, liminar para barrar o uso de suas obras e ampla descoberta sobre as práticas de dados da Anthropic.
O processo foi protocolado na sexta-feira à noite e divulgado publicamente no fim de semana. A Anthropic negou as alegações, chamou a ação de repetição de acusações anteriores e afirmou que vai se defender vigorosamente; o caso está em fase inicial, sem audiências agendadas.
Analistas jurídicos observam que a queixa se apoia no acordo de US$1,5 bilhão da Anthropic com autores e pode forçar os tribunais a decidir se adquirir material protegido em fontes piratas para treinar IAs é ilegal e quais custos de conformidade o setor terá.