Engenheiro da OpenAI é preso por dispositivo gravador em sala de reuniões executiva
Departamento de Justiça diz que aparelho visava reuniões confidenciais; caso virou prioridade de contrainteligência federal.
A equipe de segurança da OpenAI encontrou um gravador de áudio criptografado, do tamanho de um polegar, conectado a uma porta USB atrás de uma televisão numa sala de reuniões executiva em 30 de setembro. Investigadores dizem que o dispositivo foi instalado por volta de 28 de setembro.
Agentes federais prenderam Abdulrahman Alfozan, 35 anos, cidadão saudita empregado pela OpenAI, em 9 de outubro. Ele fez a primeira aparição em tribunal federal em 13 de outubro; a audiência de custódia foi marcada para 19 de outubro.
Segundo os promotores, as evidências incluem imagens de circuito interno (CCTV) que colocam Alfozan próximo à sala, o uso por parte dele de uma ferramenta interna de produtividade para checar locais e calendários de reuniões, prompts de chatbot ligados à sua esposa sobre como fabricar e esconder gravadores, e um segundo dispositivo semelhante encontrado numa bolsa junto com sua carteira e documento de identidade.
A OpenAI afirma ter usado seus próprios modelos de IA para analisar imagens forenses do aparelho, rastreou a origem, encaminhou o caso ao FBI, demitiu o funcionário e não encontrou indícios de que pesos de modelos, código‑fonte ou dados de clientes tenham sido exfiltrados.
Autoridades classificaram o caso como prioridade de contrainteligência, ressaltando a ameaça interna a pesquisas avançadas em IA e a possibilidade de medidas mais rígidas de verificação de pessoal, controles de acesso e supervisão sobre trabalhos sensíveis em laboratórios de IA.