Zema admite desempenho fraco e aponta Novo contra o PT
Liderança sinaliza apoio implícito a Flávio Bolsonaro num segundo turno contra Lula e liga avanços legislativos à retomada do fundo partidário e do tempo de TV; partido também mira mudanças no STF.
Romeu Zema ficou em sexto lugar na votação presidencial do primeiro turno, no domingo, 4 de outubro, com aproximadamente 325.000–326.000 votos, marcando o pior resultado presidencial do Novo desde 2018.
Depois da apuração, Zema declarou que ele e outras lideranças do Novo se colocarão contra o PT em qualquer disputa de segundo turno e sinalizou apoio implícito ao senador Flávio Bolsonaro caso ele enfrente o presidente Lula.
O Novo comemorou a eleição de três senadores e projeta eleger oito ou mais deputados federais, resultado que, segundo o partido, permitirá cumprir a cláusula de barreira e restabelecer o acesso a fundo partidário e tempo de rádio e TV.
Zema alertou que um Senado renovado pode pressionar por mudanças no Supremo Tribunal Federal, retomou o slogan de campanha “intocáveis” para pedir maior escrutínio judicial e afirmou que permanecerá politicamente ativo enquanto responde a um processo envolvendo o ministro Gilmar Mendes.
A provável volta do partido ao financiamento público vem após uma mudança estratégica: o Novo usou R$5,1 milhões dos cofres partidários na pré-campanha de Zema para 2026. A combinação de um desempenho presidencial fraco, mas resultados legislativos fortes, pode redesenhar alianças e o debate sobre a supervisão judicial.