Warsh diz que inflação segue alta e não descarta alta de juros em setembro

Discursos em Jackson Hole fizeram mercados precificarem aperto próximo; Fed diz que vai esperar novos dados de inflação e emprego antes de decidir.

Ontem, 16:52

No dia 28 de agosto, no simpósio de Jackson Hole do Federal Reserve de Kansas City, o presidente Kevin Warsh afirmou que a inflação subjacente “não melhorou de forma significativa” e declarou “temos trabalho a fazer”, sem fornecer orientação explícita sobre o caminho dos juros.

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Warsh apontou que a principal ferramenta do Fed para restaurar a estabilidade de preços são as taxas de juros de curto prazo e citou investimento forte em IA, lucros corporativos em alta, consumo estável e desemprego baixo como motivos que mantêm a inflação elevada.

Os mercados reagiram de imediato: os rendimentos dos Treasuries de dois anos subiram, e futuros de fed funds e mercados de previsão aumentaram as chances de um aumento de 25 pontos-base na reunião do FOMC de 15–16 de setembro para algo entre aproximadamente 50% e 60%.

O Fed, porém, não se comprometeu com a medida e informou que vai aguardar os próximos relatórios de inflação e emprego antes de decidir na reunião de setembro, fazendo com que os investidores recalibrem expectativas a cada nova leitura de dados e comentário de autoridades do banco central.

A elevação das expectativas de juros de curto prazo já pressionou o custo de empréstimos para hipotecas e crédito corporativo, suscitou questionamentos sobre a credibilidade do Fed entre alguns investidores em títulos e colocou atenção nas novas task forces de Warsh, que incluem trabalhos sobre IA e política de balanço patrimonial.

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