Vídeos virais dizem que telas trocaram votos, mas autoridades apontam problemas locais e corrigíveis

Investigadores e checadores dizem que a maioria dos relatos envolve erro de entrada do eleitor ou calibração da tela; cédulas impressas e auditorias rotineiras protegem os resultados.

Hoje, 07:30

Nos últimos dias, vídeos e publicações em redes sociais mostraram eleitores em vários estados afirmando que máquinas com tela sensível ao toque mudaram ou não registraram suas escolhas durante a votação antecipada.

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Escritórios eleitorais locais em lugares como Bexar County (Texas), Cook County (Illinois) e no Tennessee investigaram as reclamações, monitoraram as máquinas e orientaram eleitores a avisarem os mesários se a cédula impressa não corresponder à sua intenção.

Checadores de fatos rastrearam ao menos um dos clipes amplamente compartilhados até um problema de calibração de 2018, e autoridades de Illinois refutaram publicamente um vídeo de Cook County que alegava que máquinas exibiam mensagens desencorajando certas escolhas.

Fabricantes e especialistas em eleições ressaltam que os dispositivos que marcam a cédula normalmente imprimem um registro em papel verificável pelo eleitor, não fazem a apuração dos votos e não estão conectados à internet, o que reduz a probabilidade de adulteração sistêmica.

Autoridades recomendaram que eleitores verifiquem a cédula impressa antes de finalizarem o voto, peçam ajuda ou solicitem uma cédula substituta quando necessário, e lembraram que testes pré-eleitorais e auditorias pós-eleitorais são as salvaguardas usadas para garantir a precisão da apuração.

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