Várias cidades suspendem câmeras da Flock após reinstalações sem autorização e processo coletivo nacional
Recolhimentos locais, disputas contratuais e ação de classe ameaçam financiamento e podem abrir caminho a novas regras para bancos de placas pesquisáveis
Esta semana, Grass Valley (Califórnia) disse que rescindiu o contrato com a Flock e retirou todas as câmeras — e descobriu que equipes da empresa haviam reinstalado pelo menos dois aparelhos. A polícia desconectou esses dispositivos enquanto a papelada de encerramento é finalizada.
Dezenas de cidades e condados interromperam, cobriram ou encerraram programas da Flock depois de auditorias e reportagens que mostraram uso indevido repetido por policiais e amplo acesso cruzado entre jurisdições. No Texas e em Washington, autoridades tomaram medidas para restringir repasses estaduais e exigir novos limites de relatório.
A Flock passou a exigir autenticação multifator, instalou alertas automáticos e bloqueio por palavras‑chave, definiu retenção padrão de sete dias para clientes novos e contratou uma empresa de segurança para auditar a plataforma. Críticos dizem, porém, que essas mudanças não resolvem problemas de aplicação das regras nem do compartilhamento de dados.
Líderes policiais defendem as câmeras como ferramenta para solucionar homicídios, recuperar veículos roubados e localizar desaparecidos; vários departamentos estão fazendo briefings, apertando regras locais de acesso e prometendo auditorias mais rigorosas para tentar recuperar a confiança pública.
Uma ação coletiva proposta a nível nacional acusa a Flock de facilitar perseguição e buscas indevidas por causa de controles fracos e opções de segurança não obrigatórias. O caso gerou inquéritos criminais e administrativos, campanhas de vandalismo e pode provocar migração de mercado para concorrentes.