Ultrassom focal reduz delírios em pequeno ensaio com esquizofrenia

Sessão única guiada por ressonância no globo pálido direito produziu queda breve e estatisticamente significativa na gravidade dos delírios.

Hoje, 02:09

Um estudo piloto liderado pela NYU, publicado terça‑feira, testou se uma sessão de ultrassom transcraniano guiada por ressonância magnética pode reduzir delírios em pessoas com esquizofrenia. Foi um ensaio randomizado, duplo‑cego e cruzado com 10 pacientes ambulatoriais que comparou uma sessão ativa de 10 minutos com uma sessão falsa (sham) aplicadas com uma semana de intervalo.

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A estimulação ativa causou uma redução modesta, porém estatisticamente significativa, nas pontuações de delírio que durou até o acompanhamento de sete dias; a sessão sham provocou leve piora nas pontuações.

O procedimento usou ultrassom pulsado de baixa intensidade direcionado ao globo pálido interno direito, um núcleo profundo dos gânglios da base associado a psicose. A entrega foi em ciclos de 30 segundos ligado/desligado, sem implantes cirúrgicos.

Em termos de segurança, os sinais foram favoráveis nessa amostra pequena: efeitos colaterais como dor de cabeça e fadiga foram leves, de curta duração e ocorreram de forma semelhante após as sessões ativas e sham; nenhum evento adverso grave foi registrado.

Autores e especialistas externos ressaltam que o achado é preliminar. Eles pedem ensaios maiores, com sessões repetidas, dosagem acústica personalizada e exames de imagem para confirmar que o alvo foi realmente atingido, avaliar a durabilidade do efeito e verificar benefício clínico no mundo real.

Resumo produzido a partir de 5 fontes · Powered by Anchooor
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