UE suspende importação de carnes do Brasil por falhas no controle de antimicrobianos

Medida, válida desde 3 de setembro de 2026, abre auditoria no país e pode manter partes do mercado europeu fechadas por meses ou anos

03 de setembro, 08:10

A União Europeia passou a suspender, em 3 de setembro de 2026, a importação de carnes do Brasil depois de concluir que o país não apresentou controles suficientes sobre o uso de antimicrobianos em animais destinados ao bloco.

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Bruxelas diz que a ação mira a governança e a rastreabilidade de antimicrobianos proibidos, e não remessas específicas contaminadas.

O Ministério da Agricultura do Brasil afirma ter enviado garantias oficiais à UE, e grupos da indústria liderados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) lançaram um protocolo privado de controle de antimicrobianos que, segundo eles, tem 100% de adesão entre os exportadores para a UE.

Uma auditoria in loco da UE no Brasil, com foco principal nas cadeias de aves e de mel, está em curso. Seus resultados serão analisados ao longo de semanas a meses; o caso será apreciado por um comitê da UE em novembro. Há, portanto, um caminho técnico e diplomático para reverter a suspensão, mas sem solução rápida.

A UE compra uma pequena parcela do volume de carne bovina do Brasil, mas paga preços premium por cortes de maior valor. Especialistas consultados dizem que restabelecer o acesso total ao mercado europeu para a carne bovina exigiria 24 a 36 meses de animais criados sob regras de não‑uso de antimicrobianos durante toda a vida. A avicultura poderia normalizar muito antes, em cerca de 45 dias.

Resumo produzido a partir de 6 fontes em 4 veículos · Powered by Anchooor
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