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Tribunais brasileiros recondenam membros de torcida organizada e reordenam múltiplos julgamentos por júri
Uma série de decisões de júri recentes e contestações processuais está forçando novos julgamentos e novas sessões em casos que vão de um ataque a jogadores de futebol em 2021 até homicídios domésticos de alto perfil.
Três integrantes da torcida organizada Máfia Azul foram recondenados pelo ataque ao ônibus em 28 de novembro de 2021 em Belo Horizonte e receberam penas de décadas, com Riquelme Enderson Ribeiro da Silva sentenciado a 48 anos e 6 meses, Luiz Gustavo da Silva Veloso a 24 anos e Pedro Henrique Coimbra Braga a 20 anos.
O júri pelo homicídio em 5 de dezembro de 2023 do advogado Roberto Zampieri, em Mato Grosso, foi suspenso depois que um jurado adoeceu e o juiz determinou que o julgamento fosse reiniciado perante um júri recém formado, com a sessão remarcada para setembro e os três réus permanecendo custodiados.
Em São Paulo, o agente penitenciário Rodrigo Marques foi condenado e sentenciado a cumprir a pena em regime fechado pelo homicídio qualificado do cantor Gustavo Caporalini, veredito que ele afirma que vai recorrer após supostamente ter confessado à polícia.
Promotores do Rio de Janeiro apresentaram recursos no caso Henry Borel pedindo novos júris e revisão de sentenças, alegando que uma pergunta colocada aos jurados foi indevidamente alterada durante votação secreta e que um perdão judicial e algumas absolvições foram juridicamente falhos.
Outras datas de júri estão sendo alteradas: o julgamento em Fortaleza de dois ex‑PMs acusados do assassinato de Francisco Di Angellis foi adiado para 4 de novembro porque uma testemunha-chave não pôde comparecer, e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou que Welbert de Souza Fagundes deve ser levado a júri pelo homicídio do sargento Roger Dias.