Thomson Reuters lança Thomson‑1, modelo de IA próprio para área jurídica
Empresa diz ter gasto US$40 milhões no treinamento; modelo já começou a alimentar ferramenta que analisa grandes conjuntos de documentos
A Thomson Reuters divulgou nesta segunda-feira o lançamento público do Thomson, também chamado Thomson‑1, seu modelo de inteligência artificial voltado a legal e compliance. A empresa integrou o modelo ao CoCounsel Legal para ativar o recurso Tabular Analysis, que revisa grandes volumes de documentos.
A Thomson Reuters construiu o Thomson a partir de um modelo base de código aberto — Snowdon, por sua vez realinhado desde o Qwen da Alibaba — depois de adquirir a Safe Sign e trabalhar com equipes acadêmicas e internas para retreinar o sistema.
A empresa afirma ter investido cerca de US$40 milhões no treinamento do Thomson, ter usado até agora menos de 10% dos conteúdos do Westlaw, Practical Law, Checkpoint e Reuters, e envolvido centenas de especialistas em avaliações.
Benchmarkes internos e testes publicados em fase inicial indicam que o Thomson compete com modelos como Claude, GPT‑5.5 e Gemini em algumas tarefas; a Thomson Reuters, porém, reconhece diferenças metodológicas entre os testes e continua a usar o Claude, da Anthropic, para outras funcionalidades de produto.
O Thomson foi desenhado para sinalizar incerteza e usar recuperação de informação a partir de fontes da Thomson Reuters para melhorar a verificabilidade das respostas. A empresa adverte, contudo, que nem toda resposta poderá ser rastreada linha a linha e que a verificação final permanece sob responsabilidade do profissional.