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Setor de frutas do Brasil avança rumo à produção de baixo carbono
A Embrapa Semiárido está finalizando um estudo sobre gases de efeito estufa na produção de uva para alimentar um calculador de carbono que permite a exportadores provarem baixas emissões, abrindo nova receita de carbono.
A Embrapa Semiárido está concluindo um primeiro inventário de gases de efeito estufa para uvas de mesa no Vale do São Francisco e em julho de 2026 ampliou o trabalho para lima ácida, melão e caju para embasar uma calculadora de carbono para produtores e possíveis selos de baixa emissão.
Clima‑techs e pilotos corporativos começaram a emitir créditos agrícolas voluntários, mas o Brasil ainda fornece uma pequena parcela dos créditos agrícolas globais e a mensuração e a verificação por terceiros continuam sendo os principais gargalos para escalabilidade.
Plataformas de dados e ferramentas de IA estão sendo adotadas nas fazendas para prever surtos de pragas, otimizar o uso de insumos e aperfeiçoar a logística, gerando ganhos claros nos custos de proteção de cultura e na disponibilidade de máquinas para os usuários.
Redes de multiplicadores de sementes estão ampliando o acesso a sementes certificadas e ajudando a disseminar ganhos de biotecnologia e produtividade, enquanto cafeicultores deslocaram investimentos da expansão de área para renovação e mecanização após preços recordes.
Pressão regulatória da nova lei de comércio de emissões do Brasil e regras de compradores na UE estão criando incentivos de mercado para produtos de baixa emissão, mas pesquisadores alertam que são necessárias políticas públicas mais fortes de P&D, normas e financiamento para adoção ampla.