Sacha Baron Cohen revive Ali G e diz que personagem “desatualizada e problemática” denuncia preconceitos
Filme estreia em circuito limitado em 23 de outubro; pressão de grupos levou algumas salas a recusar exibições.
Sacha Baron Cohen escreveu uma reportagem de capa na revista Time dizendo que ressuscitou Ali G justamente porque a personagem é “desatualizada e problemática”: segundo ele, isso ajuda a revelar preconceitos que pioraram com as redes sociais e a inteligência artificial. Cohen também defendeu esse argumento em aparições públicas recentes.
O filme Ali G: Who Iz I? é a estreia de Cohen como diretor, tem Morgana Robinson no elenco, foi rodado em segredo, terminou as filmagens em julho e deve estrear em circuito limitado em 23 de outubro.
Campanhas lideradas pela NewsCord pediram que cinemas não exibam o filme, citando críticas anteriores de que a personagem recorre a estereótipos raciais e apropriação cultural. A mobilização levou algumas redes e exibidores a recusar ou reavaliar a exibição.
Há discordância entre críticos e defensores sobre o método do filme: Cohen afirma que a personagem satiriza um apropriador iludido para expor a intolerância; os opositores alertam que filmagens ocultas, entrevistas enganosas e caricatura podem reforçar danos e reavivar estereótipos ofensivos.
A controvérsia reacende debates antigos sobre a ética e os limites da comédia de pegadinhas satíricas. Associações do setor dizem que a decisão sobre exibições caberá à classificação indicativa e à demanda do público, e que a disputa provavelmente influenciará as escolhas dos exibidores e a discussão pública após a estreia.