Robinhood rejeita veto de emissoras e anuncia resgate e voto para holders de Stock Tokens
A corretora diz que fará resgates um‑a‑um em espécie e ativará voto para tokens elegíveis; disputa com a AMC expõe lacunas regulatórias e de custódia nos EUA.
A Robinhood disse publicamente que não aceitará um veto geral das empresas emissoras e anunciou nesta segunda‑feira que acrescentará ao roteiro do produto resgates em espécie, na proporção de um token para uma ação, e capacidade de voto para detentores elegíveis de seus Stock Tokens.
Os tokens são emitidos pela Robinhood Assets (Jersey) Limited e a empresa os descreve como títulos de dívida lastreados, um‑a‑um, pelas ações subjacentes mantidas com um parceiro de custódia nos Estados Unidos, e não como registros no rol de acionistas das companhias referenciadas.
Atualmente, os detentores dos tokens recebem exposição econômica e ajustes de dividendos segundo os termos contratuais da Robinhood, mas não constam como acionistas nem têm direitos de voto diretos — direitos esses que só deverão existir após a implementação das funcionalidades de votação planejadas.
O episódio ganhou atenção pública depois que o CEO da AMC Entertainment exigiu que a Robinhood deixasse de oferecer um token ligado à AMC e ameaçou medidas legais e regulatórias. Até agora não houve ação de execução pública da SEC nem decisão judicial que resolva a disputa.
O caso ressalta questões mais amplas de mercado e de política pública nos Estados Unidos: orientações da equipe da SEC e uma proposta separada relacionada a agentes de transferência deixaram sem solução pontos como consentimento das emissoras, controles de custódia, mecanismos de votação, limites transfronteiriços e proteções ao investidor. Esses problemas podem acelerar a criação de regras ou forçar mudanças no desenho desses produtos.