Relatório liga peças chinesas a esforços dos houthis para fabricar míssil de médio alcance

Peças apreendidas em 2025, segundo análise de 14 de outubro de 2026, poderiam permitir um míssil com alcance de cerca de 1.200 milhas, colocando Arábia Saudita e Israel ao alcance.

Hoje, 15:35

A ONG Conflict Armament Research (CAR) publicou em 14 de outubro de 2026 uma análise baseada em dados forenses de duas remessas interceptadas pelas autoridades do Iêmen em 2025.

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Os itens apreendidos incluem peças metálicas de fuselagem feitas sob medida, aletas, componentes de um motor de foguete de propelente sólido, ferramentas de teste e material ablativo usado para proteger seções de mísseis contra calor.

Analistas citados no relatório estimam que uma versão houthis de um projeto iraniano, o Kheibar Shekan, poderia ter alcance aproximado de 1.200 milhas (cerca de 1.930 km). Esse alcance colocaria toda a Arábia Saudita e Israel ao alcance do míssil e também poderia ameaçar rotas marítimas importantes.

A CAR e especialistas externos ressaltam, porém, que as peças apreendidas indicam um esforço para montar esse tipo de míssil, mas não provam que os houthis já conseguiram produção operacional. Eles apontam que muitos componentes têm uso dual e que instalações bem camufladas dificultam a verificação.

A divulgação do relatório aumentou a pressão diplomática sobre cadeias de suprimentos e países de trânsito, levou a China a reafirmar que cumpre o embargo de armas da ONU e elevou a possibilidade de inspeções mais rigorosas, sanções ou medidas de segurança regional reforçadas.

Resumo produzido a partir de 4 fontes · Powered by Anchooor
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