Recorde: 33,4 milhões de brasileiros faltaram ao primeiro turno, e Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno
Alta abstenção em termos absolutos deixa milhões de votos em aberto que podem definir o segundo turno em 25 de outubro.
O primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro, deixou Flávio Bolsonaro em pequena vantagem, com 47,03%, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve 45,16%, levando ambos ao segundo turno em 25 de outubro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que houve 33,4 milhões de abstenções, o que corresponde a 21,08% dos 158,7 milhões de eleitores aptos — o maior número absoluto de não votantes já registrado.
Dos cerca de 125,2 milhões de eleitores que votaram, 2,3 milhões registraram voto em branco para presidente e 3,6 milhões anularam o voto, reduzindo o total de votos válidos em uma disputa já apertada.
Como o Brasil exige regularização do título eleitoral para votar, muitos dos que não compareceram no primeiro turno ainda podem se inscrever ou corrigir o cadastro antes do segundo turno. Esse fator pode alterar as margens caso um grande contingente volte às urnas.
A cobertura jornalística destacou aspectos diferentes: alguns veículos ressaltaram o contexto histórico — a abstenção é a maior em porcentual desde 1998 e se aproxima dos níveis verificados nas eleições municipais de 2024 — e a campanha mostra Lula buscando conquistar os eleitores ausentes, mas estrategistas advertiram que a transferência desses votos é incerta.