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Receita da Meta supera estimativas enquanto gastos com IA eliminam fluxo de caixa
Fortes vendas de publicidade estão financiando uma expansão agressiva em IA e Reality Labs, provocando uma queda acentuada no fluxo de caixa livre juntamente com uma forte venda no mercado.
A Meta informou nesta quarta-feira que a receita do segundo trimestre subiu 28% para US$60,8 bilhões, superando as expectativas, enquanto o lucro diluído caiu para US$6,18 por ação e o lucro líquido recuou 14%.
O fluxo de caixa livre da empresa desabou para US$784 milhões no trimestre, ante US$8,55 bilhões um ano antes, após US$31,08 bilhões em gastos de capital vinculados à infraestrutura de IA e centros de dados.
Os custos totais saltaram cerca de 55% ano a ano e incluíram US$2,40 bilhões em encargos jurídicos mais US$1,18 bilhão em indenizações relacionadas às demissões de maio, que comprimiram materialmente as margens.
A administração elevou o limite inferior do capex de 2026 para uma faixa de US$130 bilhões–US$145 bilhões e projetou receita do terceiro trimestre entre US$61 bilhões e US$64 bilhões, enquanto o balanço ainda mostra liquidez substancial.
Os investidores venderam as ações com força após os resultados, e o trimestre destaca a tendência mais ampla do setor de tecnologia em que os pesados investimentos em IA e as perdas da Reality Labs estão testando a dinâmica de lucro e caixa a ser observada nos próximos trimestres.