Queda da abstenção e de votos inválidos ajuda Lula a virar no segundo turno

Menor abstensão e menos votos em branco e nulos ampliaram o total de votos válidos e permitiram a virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

Ontem, 23:37

O Tribunal Superior Eleitoral informou que a abstenção no segundo turno, realizado no domingo, 25 de outubro, foi de 19,21%, ante 21,08% no primeiro turno, em 4 de outubro — redução de cerca de 1,87 ponto percentual.

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Os dados oficiais mostram que Luiz Inácio Lula da Silva somou aproximadamente 10,35 milhões de votos brutos entre os dois turnos, enquanto Flávio Bolsonaro acrescentou cerca de 3,71 milhões, transformando a desvantagem do primeiro turno em uma vitória de milhões de votos para Lula.

Os votos em branco e nulos caíram fortemente entre os turnos. Essa redução, junto com a maior participação, elevou o número de votos válidos em cerca de 4,9 milhões e ajudou a ampliar a vantagem de Lula.

Uma ordem judicial tardia do ministro do STF Cristiano Zanin para estender o horário de votação onde se registravam filas, após reclamações da campanha de Lula sobre problemas de transporte, interrompeu a totalização do TSE e provocou protestos da equipe de Flávio Bolsonaro.

A variação na participação foi desigual entre os estados: houve quedas expressivas da abstenção em partes do Nordeste, como Bahia e Pernambuco, e aumentos notáveis em vários estados do Norte, como Amapá, Roraima e Acre. Diferentes veículos apresentaram comparações históricas variadas sobre o quão baixa foi a abstenção no segundo turno.

Resumo produzido a partir de 10 fontes em 8 veículos · Powered by Anchooor
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